São cordas do coração,
toalhas sobre a mesa,
essas que estendes
em nossas vidas,
os filhos a marcar
para sempre
nossas almas.
Flechas do infinito
em arcos estendidos – Gibran –
no Teu espaço indomável
de eternidade e circunstâncias
a guiarem passos, fazeres
caminhos, buscas
num diálogo de beleza,
agonias, júbilos
encantos e desassossegos mil.
É uma tal fragilidade
que já não sei
se sou pequena
ou grande
se piso com cuidados
ou peremptoriamente,
se voo em busca de um sorriso
ou se naufrago em minha busca
para logo após caminhar
com Tua luz orientando
as decisões,
as decisões.
Os filhos,
desdobramentos singulares
mistérios puros,
aleluias
chuvas férteis
sobre as sementes
de nossos corpos.
Ah! quem me dera
a garantia das alegrias
em seus corações
sobretudo a certeza
de que caminham
tim tim por tim
buscando sempre
Teu farol que brilha
insopitável
sobre nossas humanas
viagens.
SSa, outono de 11
Elliane de Quadros
Nenhum comentário:
Postar um comentário