segunda-feira, 27 de junho de 2011

Tudo que faço

Tudo que faço, Senhor
tudo que vejo, ouço, empreendo
não se compara a essa benção
que me ofertas,
assim, como nuvem que desaba
em chuvas milagrosas
sobre terra seca e causticante.
Não se compara
a esse prisma de cores
nas águas borbulhantes
à nossa frente.
Luz de luzes,
encanto fulgaz
vem e perpetua
em minhas palavras
tudo que sinto
agora, aqui
diante de Tua beleza!

Elliane de Quadros
inverno de 2011

MOLDURA POÉTICA: DESCONCERTO

MOLDURA POÉTICA: DESCONCERTO: "Na sala, Bach nos revela a beleza da Vida com seu concerto de Brandenburgo. No quarto, a mídia me chama para a absurda queda de uma crian..."

MOLDURA POÉTICA: LAPSO

MOLDURA POÉTICA: LAPSO: "Fugiu-me a proposta do poema tão lépida, em minha mente escapando-me, como água entre os dedos. E agora, onde estou? Quem sou? Nada mais ..."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

COMPARAÇÃO

Miséria, choro,
maldade, inveja
e toda essa agonia
entre os que aqui estão.
Mas, há sobretudo
esses periquitos
em sinfonia
essa flor que resplandece
ao meu lado
o azul,a brisa
um arco-íris
que se oferece aos meus olhos
quando de passagem, ao trabalho
olho o dique de Tororó.
Ah!Senhor, ensina-me
cada vez mais
sentir com todo o meu ser
Tua poderosa beleza
que aí está.

Elliane de Quadros
outono de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

SÍNTESE

E então
dividi com eles 
o que trazia
e me libertei.


Elliane de Quadros 
Inverno de 2004 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Elliane de Quadros numa ponte sobre o Rio Sena – Paris – 2009

RENASCIMENTO

Nasci mulher.
E assim cumpro
a mais delicada
e poderosa
expressão do ser.

Elliane de Quadros
Outono de 2010

DESCONCERTO


Na sala, Bach nos revela
a beleza da Vida
com seu concerto de Brandenburgo.
No quarto, a mídia me chama
para a absurda queda
de uma criança, do 4º andar
sob o descuido do pai,
alcoólatra...

Elliane de Quadros
Outono de 2011

LAPSO


Fugiu-me a proposta do poema
tão lépida, em minha mente
escapando-me, como água
entre os dedos.
E agora, onde estou?
Quem sou?
Nada mais do que uma intenção
de diálogo e entendimento
dos mistérios, neste mundo
de meu Deus.

Elliane de Quadros
Outono de 2011

DE FILHOS

São cordas do coração,
toalhas sobre a mesa,
essas que estendes
em nossas vidas,
os filhos a marcar
para sempre
nossas almas.
Flechas do infinito
em arcos estendidos – Gibran –
no Teu espaço indomável
de eternidade e circunstâncias
a guiarem passos, fazeres
caminhos, buscas
num diálogo de beleza,
agonias, júbilos
encantos e desassossegos mil.
É uma tal fragilidade
que já não sei
se sou pequena
ou grande
se piso com cuidados
ou peremptoriamente,
se voo em busca de um sorriso
ou se naufrago em minha busca
para logo após caminhar
com Tua luz orientando
as decisões,
as decisões.
Os filhos,
desdobramentos singulares
mistérios puros,
aleluias
chuvas férteis
sobre as sementes
de nossos corpos.
Ah! quem me dera
a garantia das alegrias
em seus corações
sobretudo a certeza
de que caminham
tim tim por tim
buscando sempre
Teu farol que brilha
insopitável
sobre nossas humanas
viagens.

SSa, outono de 11
Elliane de Quadros

sOM


Esse som
que a tudo permeia
dentro, fora de mim
no silêncio das madrugadas
na concha que agasalha
o molusco que a constroi
dia após dia
na sua arte sublime
de beleza e esplendor.
Esse som que deixaste, Senhor
em tudo que existe
vibra, inconteste
e solene
para sempre
como lâmpada acesa
na intimidade da natureza.
Esse som nas ondas
do mar
no trovão que me acorda
e acalenta
quando a chuva
vem anunciar
que o verão já era
que a estação é outra
a nos trazer reflexões
sobre o Mestre Crístico
que revolucionou
tudo que até então
acertado estava
pelos humanos poderes
tão insignificantes
diante da Tua obra
fascinante.
Esse som que acorda
minha alma
e aconchega meus ouvidos
para me dizer
que o Espírito Santo
se encontra em mim
e em tudo que há
sobre os mundos
para sempre
amém.
Ilhosilhos

Elliane de Quadros
SSa, outono de 2011

MILAGRE


Mesmo sabendo
de atrocidades
em nosso país
das torturas aos presidiários
aos meninos jogados
nas calçadas de Salvador
ainda persiste, meu Deus,
a Tua dádiva da esperança
em meu coração.

Elliane de Quadros 
Verão 2011

PREMIAÇÃO


Ando pela casa
buscando uma tesoura
e encontro na gaveta
de repente, a esperança.

Elliane de Quadros 
Verão 2011